Helena não conseguiu se mexer.
O corpo inteiro travou no instante em que viu quem estava na porta.
Não era só reconhecimento.
Era algo mais profundo.
Mais imediato.
Como se uma parte dela… já soubesse.
Antes mesmo da mente alcançar.
— Então foi aqui que você decidiu voltar.
A voz veio calma.
Controlada.
Mas carregada de algo que apertou o peito dela de um jeito estranho.
Familiar.
Desconfortável.
Verdadeiro.
Helena deu um passo para trás sem perceber.
— Eu não… voltei.
A frase saiu automática.