Erick
Renata apareceu na sala às três e dezessete da manhã.
Eu soube o horário porque estava acordado havia horas, sentado no sofá, com o notebook aberto no colo e a mente longe dos relatórios de segurança. A cidade dormia atrás das paredes de vidro, mas eu não conseguia. Não com Marcelo foragido. Não com Renata no quarto ao lado. Não com a lembrança dela tremendo no escuro, me chamando como se meu nome ainda pudesse significar abrigo.
Ela surgiu no corredor com os cabelos soltos, o rosto páli