CAPÍTULO 85 — O QUE PERMANECE
O que vinha depois não era silêncio, nem continuidade no mesmo formato. Era permanência. Não a permanência passiva de quem espera o próximo movimento, mas a de quem entende que o jogo mudou de natureza e que, a partir dali, cada decisão deixa de ser reação para se tornar posição. O confronto não havia produzido um desfecho simples, e talvez não pudesse produzir. O que ele trouxe foi algo mais profundo e, por isso mesmo, mais definitivo: a impossibilidade de voltar