Capítulo 11: O Cheiro de Pólvora

POV: Cristina Sousa

A sede me acordou de madrugada.

Eu estava há três meses na Mansão Stinson. Os hematomas roxos do meu corpo tinham sumido, e as dores daquele inferno na Espanha eram agora apenas repuxões suportáveis quando eu me movia rápido demais. A casa estava em silêncio absoluto. Isabel dormia profundamente no berço, respirando devagar.

Eu sabia a regra: o meu mundo era o segundo andar. Mas a jarra de água do berçário estava vazia.

Engoli em seco, destranquei a porta sem fazer barul
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