Polina
Acordei com o celular vibrando sem parar sobre o criado-mudo. Ainda sonolenta, estiquei o braço para alcançá-lo e quase deixei o aparelho cair quando vi a tela.
Setenta ligações.
Trinta e cinco da Anya.
Trinta e cinco da Darya.
Comecei a rir sozinha antes mesmo de desbloquear o telefone. Eu já imaginava o motivo daquele desespero. As duas tinham descoberto que eu não havia dormido em casa e, conhecendo aquelas duas fofoqueiras, provavelmente passaram a madrugada inteira inventando teoria