Oleg
Quando a mão dela deslizou pelo meu corpo e parou onde não havia mais espaço para recuo, eu soube que aquilo não teria volta. Do lado de fora, a neve caía silenciosa, cobrindo tudo como se o mundo tivesse sido reduzido àquela cabana isolada no interior de Moscou. O frio batia nas janelas, mas lá dentro o ar estava denso, quente, carregado de intenção.
A luz suave da lareira desenhava o corpo dela em tons dourados, quase irreais. Alessia me olhava como quem já tinha decidido tudo antes mes