Maksim
Eu não costumo ficar nervoso por nada. Eu comando brigadas inteiras, já encarei tortura, guerra, execuções, negociações com homens que valem menos que o ar que respiram. Mas caminhar até a porta da casa dos meus pais pra um almoço de domingo… hoje isso tava me fazendo suar.
Bati na porta e, claro, Anya abriu antes mesmo de eu baixar a mão. Minha mãe tem esse dom de prever meus movimentos.
Anya: Meu filho! Tava achando que tinha sido sequestrado. Entra logo.
Maksim: bom dia pra você também, mãe. — eu ri, entrando enquanto ela já conferia minha roupa, meu cabelo, minha postura, tudo.
Meu pai estava sentado à mesa, jornal aberto, mas só de canto de olho ele me acompanhava. Dimitri nunca perde um detalhe.
Dimitri: Finalmente o Don da Bratva decide visitar o próprio pai. Milagre.
Maksim: eu tenho vida, pai. E mulher. E filha… emprestada. — dei um sorriso de canto.
Anya: “Emprestada”, ele diz… A menina te adora, Maksim. — ela bateu na minha mão como quem corrige um erro de etiqueta —