Antonella
Chegamos ao hospital e eu fui direto para o banheiro lavar o rosto. Respirei fundo, ajeitei o cabelo e caminhei até a recepção, dizendo que queria ver minha filha. A mãe da Alessia ainda estava no quarto, mas saiu quando eu entrei.
Apertei a mãozinha da minha menina com força, e ela abriu os olhos devagar, dando um sorriso fraco. Aquilo quase me destruiu por dentro. Mas eu me segurei. Eu precisava ser forte. Eu tinha que ser forte por ela.
Lorena estava enfrentando uma batalha muito maior do que qualquer coisa que eu já vivi. Ela estava aguentando agulhas, aparelhos, dor… então eu não podia desabar na frente dela.
Lorena: Mamãe…
Antonella: Oi, meu amor.
Lorena: Quero ir pra casa…
Antonella: Você vai ter que ficar aqui mais um pouquinho, minha princesa. Mas a mamãe promete que a gente vai voltar pra casa juntas. Tá bom?
Lorena: Tá bom…
Fiquei fazendo carinho no rostinho dela até os olhos se fecharem de novo. Me sentei na cadeira ao lado e comecei a chorar baixinho. Eu precisa