Narrado por Dmitri Volkov
Quando Mikhail voltou para a sede, eu já estava na sala de guerra com metade da mesa tomada por mapas, plantas velhas de galpões e impressões de satélite.
Ele entrou sem bater.
Mikhail: O que você está fazendo?
Dmitri: Tentando achar o desgraçado.
Apontei para a marcação em vermelho no mapa da cidade, a área onde haviam levado Anya, Darya e Polina. O círculo parecia queimar o papel.
Dmitri: Eles pegaram elas aqui. Saída lateral da escola, ponto cego de câmera, rua com movimento baixo. Profissional demais pra ser improviso.
Mikhail se aproximou, o rosto ainda marcado pelo susto e pelo peso da conversa com Catarina.
Mikhail: O Marcelo não conhece Moscou assim. Ele não sabe onde estão os buracos. Isso aqui tem dedo do Yakov.
Dmitri: Exato. Então a gente pensa como o Yakov pensa. Se você fosse ele, com um italiano psicopata no teu ouvido, três reféns importantes na mão e pouco tempo… onde você enfiava elas?
Passei o dedo pelo mapa, dividindo a cidade em zonas com