Alessia
A estrada começou a subir pouco depois de deixarmos Moscou para trás. As árvores ficaram mais fechadas, o ar mais frio e limpo, e as montanhas surgiram no horizonte como uma muralha silenciosa. Era estranho como aquele lugar parecia existir fora do mundo que a gente vivia. Sem buzinas, sem sirenes, sem a tensão constante grudada na pele.
Quando o carro parou, eu desci devagar e respirei fundo. O cheiro de pinho e terra úmida tomou meus pulmões. À frente, uma clareira se abria entre as árvores, com um campo irregular, pedras grandes espalhadas e uma vista absurda das montanhas ao fundo.
Lorena foi a primeira a correr, o casaco grosso balançando no corpo pequeno.
— Mamãe, olha! Dá pra fazer um castelo aqui! — ela disse, apontando para um monte de pedras empilhadas naturalmente.
Antonella sorriu no mesmo instante. Ajoelhou perto da filha, ajeitou o gorro dela e segurou sua mão com cuidado.
Maksim e Lev vinham logo atrás, carregando mochilas, mantas e caixas térmicas.
— Eu realmen