Narrado por Anya Petrova
Voltamos para a mansão no começo da noite. O carro deslizou pelos portões altos, e a sensação que sempre me invadia voltou: por mais bela e imponente que fosse, aquela casa era uma prisão. Mas, naquele dia, o peso parecia menor. A saída para a confeitaria e a visita à loja tinham me dado um sopro de ar que eu não sentia há meses.
Dmitri não disse nada durante o trajeto de volta. Apenas dirigiu em silêncio, os olhos fixos na estrada. Eu também não falei. Estava absorv