Narrado por Catarina Smirnova
Eu ainda tremia quando a porta foi trancada atrás de nós. O som da chave girando parecia mais alto que todos os tiros que tinham ecoado minutos antes.
O coração batia tão forte que eu achava que ele ia sair pela garganta.
A casa inteira cheirava a pólvora, madeira queimada e sangue. O chão estava riscado pelas botas dos seguranças, e os ecos da luta pareciam vivos — como se as paredes ainda guardassem o grito de quem caiu ali.
Encostei as costas na parede e desabei