Lorenzo estava no escritório, revisando relatórios da auditoria preliminar. Helena lia no sofá, em silêncio atento, como quem sente a tempestade antes do trovão. Era 22h13, o telefone vibrou, número oculto, Lorenzo atendeu
— Lorenzo.
A voz do outro lado era conhecida demais, calma demais.
— Você realmente abriu a auditoria — Ricardo disse, quase satisfeito.
— Você sabia que isso ia acontecer.
— Sabia que você ia tentar me encurralar — ele respondeu. — Só não sabia que seria tão rápido.