Cristian não gritou.
Não quebrou nada.
Não bateu portas, não levantou a voz, não fez nenhuma cena que pudesse ser descrita como dramática.
Mas, por dentro, algo estava rachando.
Era uma rachadura silenciosa, profunda, que se espalhava como fissura em vidro fino. Não fazia barulho, não chamava atenção… mas avançava.
A frustração vinha em ondas lentas, como maré cheia batendo contra um muro antigo. Ele fingia que e