Eu estava parada em frente à janela, observando o lado de fora, quando houve uma batida na porta do quarto e logo em seguida uma mulher de meia-idade entrou. Era dona Rosilene, moradora antiga da cidade.
— Vim arrumar suas coisas no closet — disse ela, torcendo o nariz, olhando-me de cara amarrada, como a maioria das pessoas na cidade fazia, por acreditar que eu era conivente com as armações da minha mãe.
— Não precisa. Eu faço isso.
— Acho que você não entendeu. Eu cumpro ordens e fui ordenada