Passei o resto do dia tentando fingir que estava tudo normal.
Mas não estava.
Eu sorria quando alguém falava comigo.
Respondia quando Clara perguntava alguma coisa sobre os projetos.
Fazia minhas tarefas.
Mas minha cabeça estava em outro lugar.
No meu celular.
Naquela conversa que eu ainda não tinha respondido.
Victor.
A mensagem dele continuava ali.
Como uma ameaça silenciosa.
“Domingo. 20h. Vou buscar você.”
Eu tinha relido aquilo tantas vezes que já sabia exatamente onde cada palavra estava n