Cheguei no escritório às cinco e meia da manhã.
De novo.
Depois daquele pesadelo, ficar em casa parecia impossível.
Então fiz o que sempre fazia quando minha cabeça começava a ficar barulhenta demais:
Trabalhei.
O escritório ainda estava vazio quando entrei.
Silencioso.
Escuro.
Organizado.
Afrouxei a gravata enquanto caminhava até minha sala e larguei a pasta sobre a mesa.
Tentei focar nos projetos.
Revisões.
Contratos.
Cronogramas.
Qualquer coisa.
Mas minha cabeça continuava voltando pra mesma