— O que foi, Gabi? — Vitória sentou-se na cama e abraçou a cintura dele.
Gabriel afastou suavemente os braços dela. Sua voz saiu rouca, baixa, carregada de culpa:
— Me desculpa. Eu passei dos limites. Descansa bem, tá?
Levantou-se às pressas, os passos apressados e desajeitados, como se fugisse do próprio pecado.
— Gabi! Gabi! — Vitória chamou, correndo até a porta. Mas, quando abriu, o corredor já estava vazio.
Ela ficou parada, mordendo o lábio até quase sangrar, as unhas cravadas no batente d