Ela me olha, engolindo o choro. A raiva nos olhos vai dando lugar pra outra coisa. Pra uma dor mais profunda, mas mais limpa.
— Eu não sei ser diferente — eu continuo, os dedos apertando os ombros dela. — Eu vou continuar vacilando, sendo grosso, tentando proteger você do mundo e acabando te machucando no processo. Mas eu juro por tudo, por essa vida fudida que eu tenho, que eu vou tentar ser melhor. Vou tentar te ouvir. Vou tentar te dar o lugar que é seu, o primeiro. O único.
Eu puxo ela cont