Eu acordo antes mesmo do galo cantar, véi. Ainda tá escuro pra caralho lá fora, o relógio marca umas quatro e meia da matina, e o despertador do celular vibra no silêncio da casa.
Dia de baile.
Esses dias a responsabilidade pesa mil vezes mais, porque baile na favela não é só pros cria do morro não. Vem playboy de carro importado, patricinha de salto alto querendo se jogar na farra, cheirar um pó do bom, tomar um MD bolado, beber até cair. Aqui não pode faltar nada, senão é prejuízo na certa.