A chuva caía incessantemente sobre as lápides do cemitério, misturando-se às lágrimas silenciosas dos presentes. Sob o céu cinzento, o caixão de Isabella Benavides descia lentamente em direção à terra úmida.
Graciela, sua mãe, segurava com força um lenço encharcado de lágrimas. Seu corpo tremia, apesar do casaco grosso. Roberto, seu marido, permanecia imóvel ao seu lado, com os olhos cristalizados em uma dor silenciosa.
—Ela não era má… só estava perdida —soluçou Graciela, agarrando-se ao braço