Lizzy teve febre, o que atrasou em alguns dias a partida do hospital, mas hoje Dmitri pessoalmente veio buscar as duas. Desde a conversa com Amélia ele não havia tentado se aproximar, mas estava presente com pequenos gestos de gentileza que a deixavam um pouco ansiosa.
O trajeto do hospital deveria ser curto, mas Amélia começou a notar que a paisagem estava sendo substituída por fileiras de gramados impecáveis em uma região nobre de Porto Cristal. Lizzy estava distraída no banco de trás, testando as funções elétricas do banco do Mercedes, enquanto Dmitri dirigia com uma calma que, para Amélia, era suspeita.
— Humm... D-dmitri, ela começou ainda se acostumando com a intimidade, olhando pela janela com a testa franzida.
— Onde estamos? Esse não é o caminho para o meu apartamento.
Dmitri nem sequer desviou os olhos da estrada. Um sorriso de canto, quase imperceptível, surgiu em seu rosto.
— Estamos indo para casa. Nossa casa.
— Como assim?
Ela se ajeitou no banco, o pânic