Jason finalmente a olhou, mas não havia gratidão em seus olhos, apenas um constrangimento covarde e o peso de uma dívida ou promessa que Dante deve ter usado para dobrá-lo. Ele sabia que estava sendo egoísta.
— Eu... eu só preciso trabalhar, Amélia — ele murmurou, a voz sem vida.
— O Sr. Montenegro ofereceu condições que eu não podia recusar. Por favor, nós somos... amigos. Você me entende, não é?
Amélia não conseguiu responder. Amigos? Não. Estúpida, já deveria ter aprendido, não se pode confiar cegamente. Nada é de graça.
- Não se preocupe Jason, me aguarde no hall, vou finalizar aqui e já te alcanço.
- Com... licença.
Ele saiu quase em fuga, seus olhos não sustentaram os de Amélia, nem um momento. O covarde correndo, deixando o rastro de traição no ar. Dante deu uma risada baixa, observando o choque no rosto de Amélia.
— O mundo está mudando, Srta. Harrison. Você pode me agradar ou pode aguentar!
- Você é um cretino!
A proximidade era nauseante, a presença de Da