O salto de Amélia ecoava com confiança pelo piso de mármore da galeria. Naquela manhã, o ar parecia mais leve, carregado com o aroma de verniz fresco e a promessa de uma virada de jogo. Dante pode ser um cretino, mas sairia da galeria de cabeça erguida.
Sob o braço, ela pressionava as pastas de couro que continham os catálogos e os portfólios mais exclusivos do acervo, sempre fez o seu melhor, buscando elevar o nome da galeria e ajudar novos artistas a terem uma chance.
A expectativa pulsava em suas têmporas de um jeito bom. Fechar aquela venda significava uma comissão que traria um alívio financeiro há muito esperado, mas o verdadeiro prêmio era o contrato de vendas contínuas. Ser a curadora oficial de uma coleção naquele nível poderia garantir o seu futuro.
Ela parou diante da porta de carvalho da sala de reuniões, ajeitou o blazer e respirou fundo, desenhando um sorriso profissional e acolhedor no rosto. É agora.
Amélia girou a maçaneta e entrou, pronta para saudar o invest