O silêncio se estendeu entre eles como uma corda prestes a arrebentar.
Augusto observava Beatriz com um olhar calculista, como se medisse cada palavra antes de dizê-la.
— Então você quer a verdade… — disse ele, finalmente.
Beatriz não recuou.
— Eu preciso dela.
Lorenzo permaneceu ao lado dela, atento a cada movimento de Augusto.
Raul, mais atrás, parecia pronto para fugir a qualquer momento.
Augusto respirou fundo.
— Sua irmã não era uma vítima comum.
Beatriz franziu a testa.
— O que