Henrique
A mão ainda doía. O gosto amargo da raiva e da frustração não passava, mesmo depois de lavar o rosto três vezes na pia do consultório. Eu olhava o próprio reflexo no espelho do banheiro do hospital e sentia um nó na garganta. Leonardo tinha passado de todos os limites. Invadir meu local de trabalho, me agredir fisicamente, me expor na frente de pacientes, colegas… aquilo não era só absurdo, era criminoso.
Respirei fundo, tentando manter a calma, mas a verdade é que eu nunca me senti tã