A noite na cabana do lago Windermere era tão silenciosa que a menor brisa trazia de longe o pio solitário de alguma coruja na mata. Eu havia descido até a cozinha para buscar água. Ao voltar com a jarra pesada de vidro, encontrei Michael de joelhos no meio do quarto, esticando um edredom no assoalho.
─ O que está fazendo? ─ perguntei, da porta.
─ Arrumando minha cama, ao que parece.
Fechei a porta atrás de mim e acomodei a jarra sobre a mesinha de cabeceira.
─ Não precisa disso, Michael. O chão