Na emergência médica, o médico plantonista examinava Renato, que permanecia desacordado sobre a maca.
— Ele perdeu muito sangue — disse, analisando-o. — Uma das balas perfurou uma veia importante da perna. Precisamos fazer uma cirurgia de emergência para retirar a bala — informou o médico.
— Levem-no para a sala de cirurgia agora mesmo! — disse o outro médico.
Enquanto Renato era levado para a sala de cirurgia, Sara continuava ali na recepção, esperando por notícias dele.
— A senhora também parece ferida — disse a enfermeira, observando suas pernas. — Vamos para a sala de procedimentos cuidar disso.
— Não precisa — respondeu, minimizando. — Não é nada.
A enfermeira foi firme.
— Vai por mim, senhora. Uma ferida infeccionada pode causar mais dor de cabeça do que imagina.
Sabendo que havia verdade naquilo, acabou cedendo e a acompanhou até a sala de procedimentos. Sentou-se na maca enquanto a enfermeira começava a limpar os cortes com cuidado. O ardor a fez cerrar os dentes, mas não recl