Ao notar o desespero de Lorena, o coração de Sara disparou e as mãos começaram a tremer. Ainda assim, algo mais forte falou mais alto. Por instinto, aproximou-se dele, ignorando o sangue, o caos e o medo que tentava paralisá-la.
O peito dele ainda subia e descia, irregular, mas subia.
— Ele não está morto — disse, levando a mão ao rosto dele, como se precisasse confirmar aquilo em voz alta.
O toque fez Renato reagir levemente.
— Renato… — chamou, com urgência. — Você me ouve?
Ele franziu a testa, como se estivesse lutando para voltar à consciência. Um gemido baixo escapou de seus lábios.
— Olha para mim — insistiu Sara, segurando-lhe o rosto com cuidado. — Fica acordado, por favor. Só mais um pouco.
Ela se virou para Lorena, que já estava chorando desesperada, e ordenou.
— Não fique parada aí, pegue o celular e chame um médico!
— O médico ou uma ambulância vão demorar —, Lorena respondeu, histérica. — Estamos longe da cidade.
— Mas precisamos fazer algo — Sara disparou.
Vendo que Lore