Depois que vi Raquel e o amante saírem dali praticamente fugidos, voltei o olhar para Renato, que já estava no centro do salão, apertando a mão do anfitrião e agradecendo a consideração que estavam tendo por ele. Enquanto falava, passava a imagem de um homem seguro, impecável, como se nada pudesse abalá-lo. Mas eu sentia. Ele estava nervoso.
Depois de dirigir algumas palavras aos convidados, ele retornou à mesa. Percebi que seus olhos não desgrudavam do espaço onde Raquel e Alessandro haviam estado momentos antes. Assim que se sentou, abriu um sorriso para mim, consciente de que ainda estava sendo observado. No entanto, quando notou que já não era mais o centro das atenções, puxou minha cadeira para mais perto, diminuindo a distância entre nós para falar em um tom mais íntimo.
Confesso que aquele gesto me desagradou de imediato, e não consegui esconder isso na expressão. Ainda assim, quando encarei seus olhos frios, percebi que aquele não era o momento apropriado para questionar ou re