No consultório, enquanto ouvia o que o médico explicava a Sara, uma ideia começou a se formar. Se ela podia se livrar daqueles óculos ridículos, eu a ajudaria. No fim das contas, seria para o meu próprio bem. Se eu precisava de uma esposa ao meu lado, ela teria que ser, no mínimo, apresentável e aqueles óculos só atrapalhavam.
Vi a expressão confusa no rosto dela quando anunciei que o médico poderia iniciar imediatamente os exames para a cirurgia. Mais ainda quando deixei claro que aquilo não era um pedido, mas uma decisão tomada.
Enquanto ela era levada para a sala de exames, eu sabia que, na mente dela, já devia estar claro que aquilo não era um favor. Sara certamente imaginava que eu iria querer algo em troca. E estava certa.
Tudo começaria de forma simples: convencê-la a ir comigo ao baile do Hélio.
Depois, bem… depois eu tinha muitos planos para ela.
Assim que tudo terminou, levei-a de volta para o carro. Ela permaneceu em silêncio, como sempre, mas eu sabia que sua mente trabalh