Constança virou-se para Odete, com o olhar afiado e cortante, e eu pude perceber que as mãos dela começaram a tremer de pavor.
— E você! — disse, com a voz carregada de autoridade. — Quem deu autorização para você trazer comida para ela?
Odete engoliu em seco. Sabia que qualquer resposta poderia despertar ainda mais a ira de Constança contra ela.
— Eu… eu achei que deveria… — começou, mas parou, receosa, percebendo que estava lidando com alguém que não aceitava desculpas.
— Fui eu quem pediu — disse, metendo-me no meio. Sabia muito bem que Odete havia feito aquilo por mim e não era justo que ela levasse a bronca. — Eu pedi que ela trouxesse.
Os olhos de Constança se voltaram novamente para mim, cheios de desprezo e repulsa. Estava mais do que claro que aquela mulher me odiava com todas as forças, sem nem me conhecer.
— E quem você pensa que é, hein? — rosnou Constança. — Já te disse que aqui você não passa de uma rata! Não tem voz nem autoridade nesta casa!
Meu corpo tremeu, mas force