CAPÍTULO 40 — Os que sempre esperam
O restaurante do centro estava cheio, mas não era barulhento. Era um daqueles lugares elegantes onde as pessoas importantes falam baixo acreditando que ninguém escuta, onde os sobrenomes pesam mais que os pratos e os olhares dizem muito mais do que as palavras pronunciadas.
Gonzalo Ortega deixou o jornal sobre a mesa com um gesto lento. Fiona, sentada à sua frente, apoiou a xícara de café com cuidado, como se até aquele som pudesse denunciar o que ela estava