Valéria Narrando
Assim que eu abri a porta e dei de cara com a Renalida, eu nem tive tempo de reagir.
— Sua desgraçada! — ela gritou.
O tapa veio com força, estalando no meu rosto. Eu perdi o equilíbrio na hora, e antes que eu pudesse me segurar, ela me empurrou com tudo.
Caí no chão.
E foi ali que senti. Uma pontada forte na barriga.
— Aí! — gritei, levando a mão imediatamente ao ventre. — Socorro!
A dor veio intensa, cortante, como se algo estivesse rasgando por dentro. Meu corpo se encolheu