Prólogo — Erick O nome dela ainda tem gosto amargo na minha boca. Ângel. O anjo que me levou ao inferno. Havia uma ironia quase poética nisso. Enquanto ela sorria para as câmeras, vendendo perfeição em capas de revista e desfiles internacionais, eu assistia, do outro lado do espelho, a mulher real, fria, calculista, ambiciosa até o último fio de cabelo loiro. Era linda, sim. Devastadoramente linda. Mas até o veneno mais mortal vem em frascos de vidro impecável. Durante dois anos, vivi entre o êxtase e o caos. Ela me amava como quem destrói. E eu, cego, deixei. O amor dela não era abrigo, era labirinto. E quando me dei conta, estava sozinho no centro dele, cercado por promessas quebradas e lembranças que ardiam. Ela foi embora como quem sai de um quarto em chamas, sem olhar para trás. Nenhum bilhete. Nenhum “adeus”. Apenas silêncio e, dias depois, a notificação fria de um divórcio. Eu assinei. Sem ler. Sem pensar. Assinei porque o orgulho fala mais alto que o desespero. E de
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