Augusto Vilar
O sol daquela última manhã na casa de campo entrou sem pedir licença, atravessando as frestas da persiana de madeira e desenhando listras de ouro sobre o lençol de linho bagunçado. O som da vida no campo, lá fora, era um rugido baixo e constante, como se a própria natureza estivesse respeitando a nossa despedida daquele refúgio. Eu ainda estava naquela zona cinzenta entre o sono profundo e a consciência, sentindo o peso do corpo relaxado e o frescor da brisa marítima que resfriav