Júlia Cavalcante
O silêncio que se seguiu à saída tempestuosa de Lian do meu apartamento não era de paz; era o silêncio pesado de uma zona de guerra após a explosão da última granada. Eu ainda conseguia sentir a vibração da voz dele nas paredes, o rastro daquele perfume que outrora era o meu porto seguro e que agora fedia a traição e arrogância.
Sabrina estava ajoelhada à minha frente, segurando minhas mãos que não paravam de tremer. Suas sacolas de compras continuavam espalhadas pelo chão,