Augusto Vilar
O domingo amanheceu como uma pintura de Renoir, banhado por um sol que parecia ter sido filtrado por seda. A luz atravessava as grandes portas duplex de vidro da sala de campo, criando retângulos dourados no tapete persa onde a vida, em sua forma mais pura e barulhenta, estava acontecendo.
Eu estava sentado no chão, encostado no sofá, com uma caneca de café esquecida ao meu lado. Meus olhos não conseguiam se desviar daquela cena. Matteo e Luiza estavam de bruços no tapete, em um