Silvia Silva
O brilho no rosto de Hannah era uma irradiação que parecia preencher cada fresta do apartamento antes dela sair para o trabalho. Ela era um sol, e eu, naquele momento, me sentia como uma lua eclipsada pela intensidade do que eu carregava. Guardar o segredo do que acontecera no jardim — o beijo, o choque térmico, a sensação de que o chão sob meus pés tinha se transformado em brasas vivas — era como tentar segurar um furacão dentro de uma caixa de fósforos.
Mas eu não diria uma pala