Lian Bianchi
Eu estendi a mão, os dedos a milímetros do aparelho que brilhava no tapete, quando o movimento brusco no colchão me fez congelar. Júlia se sentou num solavanco, os olhos arregalados e a respiração audível, como se tivesse sido arrancada de um pesadelo diretamente para outro.
— O que você está fazendo? — A voz dela saiu aguda, tingida de um pânico que ela não conseguiu camuflar.
Antes que eu pudesse sequer formular uma resposta ou recolher minha mão, ela se inclinou para fora