Pantera narrando
Mano, eu já tava no veneno.
Desde que a Janete sumiu, meu peito tava pesado, minha mente não parava. Cada esquina que eu virava no morro, era na esperança de ver aquela cara de marrenta dela surgindo. Só que nada. Zero sinal. Zero pista. Só silêncio e desespero.
Fiquei na contenção na boca o dia todo, fingindo que tava de boa, mas qualquer um que olhasse no meu olho via que eu tava é bolado. Meu rádio não parava, nego perguntando, oferecendo ajuda, mas parecia que ela tinha ev