Fúria no Hospital
Paul Evans
O cheiro de desinfetante e o zumbido mecânico dos aparelhos substituíram o caos da chuva e das sirenes. O hospital era um purgatório branco. Eu estava parado na sala de espera da emergência, sentindo-me um fantasma, as mãos ainda sujas do sangue dela.
Eu mal tinha me sentado quando a porta se abriu com violência. Eram os irmãos de Catarina, Carlos e Caio, furiosos.
Carlos, o mais velho, veio na frente, os olhos injetados de ódio. Caio, mais contido, mas igualm