O fim da tarde já deixava o apartamento mergulhado naquela luz dourada e preguiçosa quando a campainha tocou.
Laís, que estava sentada no sofá ao lado de Laila terminando o café da tarde, levantou devagar, apoiando a mão na barriga antes de caminhar até a porta.
— Se for o Henrique, eu vou falar que você não está — murmurou enquanto caminhava.
Laila riu da cozinha.
— Você não seria capaz.
Laís abriu a porta ainda distraída.
E travou.
Heitor estava parado do outro lado segurando um enorme