Lais caminhou até o pequeno freezer no canto do camarim, sentindo a garganta seca e o corpo pedindo algum tipo de alívio, nem que fosse apenas alguns segundos de silêncio interno. Pegou uma garrafa de água, abriu com certa pressa e levou aos lábios, bebendo em goles longos, tentando organizar os pensamentos que pareciam embaralhados demais para fazer sentido naquele momento. Do outro lado, César a observava com atenção, sem pressa, como alguém que não queria interromper, mas também não desviav