Ecos da Madrugada
O sol ainda mal havia nascido quando Eloise desceu do táxi diante do prédio de Nathalia.
O ar da manhã tinha cheiro de chuva antiga e confusão recente.
Ela respirou fundo antes de entrar. Ainda sentia o gosto amargo das lágrimas, o peso das palavras que deixara para trás.
Mas precisava ver a amiga. Precisava de chão.
O elevador subiu devagar, cada andar ecoando como um lembrete de que a vida seguia — mesmo quando o coração insistia em parar.
Assim que as portas se abriram