O clube estava cheio naquela noite. As luzes baixas criavam um ambiente quase íntimo, contrastando com o som constante de conversas, risadas e música ao fundo. Era um lugar feito para distração, para encontros, para esquecer problemas. Mas, na mesa isolada no fundo do salão, nada daquilo parecia funcionar. Heitor estava sozinho.
O copo de whisky em sua mão já não era o primeiro — nem o segundo. Talvez nem o quinto. Ele girava o líquido lentamente, observando o movimento como se pudesse enco