A estrada parecia interminável.
O céu fechado anunciava mais chuva a qualquer momento, e o ar dentro do carro estava… estranho. Não desconfortável — apenas carregado daquela coisa silenciosa que existe entre pessoas que estão tentando não pensar uma na outra.
Eu olhava pela janela como se aquilo fosse salvar minha sanidade.
Ele dirigia como sempre: calmo, firme, atento. As mãos marcadas por veias discretas, o relógio reluzindo quando o sol escapava timidamente entre as nuvens.
Mas a verdade