O almoço chegou como uma formalidade mal disfarçada.
Pratos bem montados, o cheiro bom da comida tentando convencer nossos corpos de que tudo estava sob controle. Mas não estava.
Lorenzo mal tocava no prato. Girava o garfo entre os dedos, inquieto. O olhar distante, preso em algum ponto que só ele enxergava. Pedro comia pouco, atento demais aos celulares que vibravam de tempos em tempos. Betta mantinha a postura impecável, mas eu já conhecia o suficiente para perceber: ela estava pensando rápi