O escritório da casa era imenso, mas naquele momento parecia pequeno demais.
A tensão ocupava cada centímetro do ar.
Betta estava sentada à cabeceira da mesa, o olhar fixo no computador. Pedro encostado na parede, braços cruzados, e Lorenzo — em pé, de costas pra janela — falava ao telefone num tom baixo.
— Quero cada câmera de segurança do prédio, cada imagem das últimas vinte e quatro horas. Nada saí de lá sem passar por mim. — Ele fez uma pausa. — Não me interessa se a polícia já foi acionada, Stefano. Quero saber quem ajudou ele a entrar.
— Eles o pegaram? — perguntei, tentando manter a voz firme, mas sentindo o nó na garganta crescer.
Lorenzo não respondeu de imediato. Caminhou até a mesa, apoiando as mãos sobre o tampo de madeira escura.
— Ainda não — disse por fim. — A equipe acabou de entrar no prédio. Precisam de mais alguns minutos para confirmar o status.
Pedro soltou um suspiro tenso.
— Esses “alguns minutos” já estão virando uma eternidade.
— Cuidado com o tom, Pedro. — B