O sol nasceu, mas a casa ainda parecia presa à noite.
Uma noite que se recusava a ir embora.
Ninguém havia dormido.
Eu me revirava na cama, o corpo exausto e a mente em alerta, revivendo flashes desconexos: o clarão repentino, o cheiro acre de pólvora impregnando o ar, o grito distante que ecoava como um erro que não podia ser desfeito.
Levantei antes de qualquer chamado. Vesti a primeira coisa que encontrei — uma blusa amassada, um shorts jeans — e desci descalça.
Funcionários recolhiam