Eu não lembrava a última vez que tinha dormido de verdade.
Meu corpo estava cansado, mas a mente continuava desperta, repetindo cenas, sons, possibilidades. Cada vez que fechava os olhos, via o vulto parado na encosta, o rosto de Lorenzo transformado por algo que eu não conseguia nomear.
A casa já estava acordada quando saí do quarto, mas não havia pressa. Nem conversas atravessando os corredores. Era como se todos estivessem se movendo dentro de um acordo silencioso: fazer o mínimo de barulho